Flamengo retoma negociação com famílias de tragédia no CT

Mesmo com a ausência do presidente Rodolfo Landim, que pediu licença para viajar a passeio e a negócios no carnaval, o Flamengo deu mais um passo para chegar a um acordo com duas das famílias das dez vítimas fatais da tragédia no Ninho do Urubu, que sexta-feira completa um mês.

Representantes dos parentes de Bernardo Pisetta e Vitor Isaias, que vivem em Santa Catarina, estarão no Rio na próxima segunda-feira para apresentar suas necessidades ao Flamengo. O contato foi iniciado pelo advogado das famílias ontem, e o combinado é ouvir a proposta de conciliação para evitar uma ação judicial.

– O que se pretende é esgotar toda e qualquer alternativa de composição antes de outra medida. Se o Flamengo entender isso como um sinal positivo e evoluir, será excelente – explicou o advogado Thiago d’Ivanenko.

O diálogo não pressupõe acordo, portanto. Somente no encontro serão tratados valores. O Flamengo ofereceu pela última vez R$ 700 mil de indenização mais três salários mínimos mensais de pensão. Segundo o advogado não há como saber se o clube está disposto a aumentar esse valor para fechar o acordo, revela o Extra.

– Acho que esse feeling só posso ter lá no dia, mas as famílias, com certeza, desejam virar essa página – avisou.

O Flamengo já fechou acordo com uma família, mas não divulgou os nomes. Há conversas com representantes de outras vítimas fatais.

Sobre os feridos, a negociação é mais lenta, até porque há expectativa deles voltarem a jogar futebol. Casos de Cauan Emanuel, Francisco Dyogo e Jhonata Ventura. Segundo Seu Francisco, pai de Francisco Diogo, há duas semanas o Flamengo não o procura para conversar sobre indenização.

Outros representantes das demais famílias de mortos negam acordo através de seus advogados. Parentes de Jorge Eduardo, Arthur Vinicius, Cristian Esmerio, Pablo Silva e Gedson Santos ainda não confirmam novos contatos.

07/03/2019